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15 de Outubro de 2020

TJ/SC - Comarca de Chapecó finaliza 20 adoções em 2020, mesmo diante dos empecilhos da Covid

Fonte: Tribunal de Justiça de Santa Catarina

A comarca de Chapecó promoveu neste ano, com todos os empecilhos criados pela pandemia, 20 adoções, com o acompanhamento de três outros processos ainda em avaliação. Atualmente, segundo o Serviço Social da comarca, são 45 crianças e adolescentes abrigadas em casas de acolhimento - três delas aptas à adoção.

No momento, estão liberados para adoção uma adolescente de 16 anos (deficiência mental leve), uma criança de nove anos (com deficiência mental severa) e um adolescente de 14 anos (problemas de saúde tratáveis).

No outro lado, existem 123 pretendentes habilitados na comarca. No entanto, outros 44 futuros pais aguardam por avaliações para concluir a habilitação e mais 22 pretendentes iniciarão o processo com o primeiro curso que, desta vez, será realizado online. A habilitação consiste em entrega de documentos, curso, estudo social e avaliação psicológica.

Adaptações

Além do curso de habilitação ser online este ano, outras mudanças foram necessárias para conseguir dar andamento aos processos. Os encontros entre uma família e uma criança, por exemplo, tiveram que ser pela internet.

"Foi uma experiência de adoção iniciada e encerrada durante a pandemia. A criança estava em outra comarca. Desta forma, o processo foi acompanhado por servidores dos dois municípios que trocaram informações e observações com o serviço de acolhimento da criança, através de reuniões virtuais e mensagens. O trabalho em conjunto das equipes favoreceu bastante a condução das demandas, mas a maturidade da família e a preparação da criança foi fundamental", conta a psicóloga Leila Luzia Pires.

A profissional admite que a pandemia interferiu nos trabalhos ao dificultar ou impedir os encontros presenciais que, no trabalho da psicologia, são fundamentais em algum momento. Com isso, só foram realizados os trabalhos mais urgentes, como é o caso das adoções.

A assistente social do fórum, Vera Lucia Sistherenn, contribui com a psicóloga ao dizer que os encontros presenciais permitem observações de gestos, comportamentos e olhares, que traduzem sentimentos. De acordo com a profissional, a metodologia presencial é a mais adequada, além de ser a maneira habitual de trabalho da equipe.

"A aproximação entre os pretendentes e a criança pode iniciar online, mas em algum momento vai precisar avançar para um encontro presencial. E nisso, a pandemia dificultou", divide a assistente social.

Tempo de espera

Uma das maiores angústias dos pretendentes é a espera pelo andamento da lista de adoção. A assistente social do fórum, Ângela Daltoé Tregnago, lembra de casais que efetivaram a adoção depois de nove anos de espera. Mas a profissional ressalta que o perfil da criança desejada é um fator determinante no processo. Os bebês saudáveis ainda são os mais procurados. A partir dos cinco anos de idade, o número de crianças disponíveis imediatamente é maior, assim como as que têm irmãos.

"No entanto, os pretendentes não podem considerar o tempo de espera como fator principal para definição do perfil da criança a ser adotada. As preferências devem ser sinceras para que a nova família não seja frustrada", comenta Ângela. Mesmo com a maior intenção dos pretendentes de adotar crianças de zero a três anos, a comarca de Chapecó se destaca no estado pela aceitação da adoção tardia e grupos de irmãos. Neste ano, dois grupos com três irmãos cada foram adotados na comarca, com idades de nove, seis e três anos e 16, 14 e sete anos.


Fonte: Tribunal de Justiça de Santa Catarina

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