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Arpen-Brasil participa do painel “Atos de Cidadania e Desjudicialiação”, durante o VII Encontro Amazonense de Notários e Registradores

Desafogar o Poder Judiciário e a contribuição para a cidadania foram os temas abordados no quarto painel do evento.

 

A Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) participou da última rodada de debates do VII Encontro Amazonense de Notários e Registradores, ocorrido no dia 13 de agosto, em Manaus. O Painel IV levantou questões sobre os “Atos de Cidadania e Desjudicialização”.  

 

Para conduzir o painel, foi convidada a registradora do 1º Registro Civil de Pessoas Naturais de Manaus, Daiana Flores. Devanir Garcia, vice-presidente da Arpen-Brasil, participou do debate junto ao juiz federal Ricardo Sales, e o deputado federal Delegado Pablo. 

 

Abrindo os debates, Daiana Flores reforçou a relevância do assunto. “É um tema que está muito em voga. Quando falamos em atos de cidadania, pensamos no Registro Civil, mas temos, também, a desjudicialização presente em todas as atividades notariais e registrais, que contribui para a facilitação da resolução de litígios”, disse Daiana, passando a palavra para o primeiro debatedor.  

 

Representando a entidade, Devanir Garcia afirmou que, desde o início do processo de desjudicialização, o segmento extrajudicial recebeu bastante credibilidade do Poder Judiciário. “Até 1992, um simples reconhecimento de paternidade precisava de intervenção judicial. Hoje, a população pode fazer isso em cartório. Os CPFs também já são inseridos nos registros de nascimento de forma gratuita. Diante disso, é preciso que os entes públicos observem essa capilaridade que contribui para a cidadania e desafoga o Judiciário” frisou Devanir. 

 

Segundo Ricardo Sales, a desjudicialização é a realização da Justiça sem a necessidade do aparato estatal, usando como exemplo as serventias extrajudiciais. “Os cartórios se encontram presentes em muito mais municípios que o aparelho estatal. Daí vem a necessidade que a atividade representa para levar cidadania à população, visto que é a instituição mais pulverizada do país”, pontuou o juiz. 

 

Delegado Pablo afirmou que desjudicializar não é tirar acesso à Justiça, mas, sim, ampliar. “Sou delegado de polícia. Já recebi pessoas que não tinham identidade ou, até, certidão de nascimento. Com o passar do tempo e o avanço dos serviços cartoriais, isso acabou, assim como atos ilegais, como falecidos que eram donos de empresa e duplicidade de registros. Essa função tem que ser propagada, para que acabe com o pensamento de que dono de cartório é mero recolhedor de tributos”, exemplificou. 

 

Quer acompanhar este e outros painéis do VII Encontro Amazonense de Notários e Registradores? Acesse https://www.youtube.com/watch?v=JV5Vd-57wRk e confira a transmissão. 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Anoreg/AM