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Casamento Comunitário no Geraldão: mais de 300 sonhos realizados

“Eu sempre tive o sonho de casar com o amor da minha vida, e meu segundo sonho era que meu pai realizasse o meu casamento”, foi assim que a noiva Rafaela Neves, filha do juiz Clicério Bezerra, condutor da cerimonia, deu início a grande surpresa da solenidade desta terça-feira (11/6), onde outros 300 casais concretizaram seus próprios sonhos. O magistrado afirma já ter realizado cerca de 50 mil casamentos, mas nesta tarde, se emocionou ao dizer “sim” ao pedido de sua filha.

 

Movido pela surpresa, o titular da 1ª Vara de Família e Registro Civil da Capital, juiz Clicério, conduz a cerimonia e afirma “Após mais de 50 mil casamentos realizados em 30 anos de magistrado, eu confesso que este está sendo o mais importante da minha vida”. Não só pelo teor emocional, o casamento comunitário é um evento de suma importância, uma iniciativa social que assegura a garantia de um direito da população.

 

A Segunda Edição do Casamento Comunitário, aconteceu no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães – Geraldão, promovido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), através do Núcleo de Conciliação (Nupemec/TJPE), em parceria com a Defensoria Pública do Estado (DPPE), com o apoio da Prefeitura do Recife, do Governo do Estado, dos Cartórios de Registro Civil da Capital e da Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco.

 

A cooperação entre esses órgãos representa o comprometimento do Estado com a missão de tornar a justiça acessível para todos. Assim como reiterado pelo juiz Clicério Bezerra, o casamento é um direito do cidadão e uma maneira de trazer segurança à união de duas pessoas. “A parceria do Tribunal com a Defensoria é fundamental, as instituições estão se organizando e conjuntamente estão prestigiando essas pessoas que necessitam da presença do Estado, e o casamento é um exercício da cidadania, que tem uma segurança trazida pela certidão, diferente da união estável”, salienta.

 

Para muitos, o sonho do casamento parece inalcançável, tanto por impedimentos financeiros, quando dificuldades relacionadas à burocracia. Esse é o caso de Alane e Mizael, que estão juntos a quatro anos, mas encontraram dificuldades em relação ao procedimento tradicional e por isso buscaram a Defensoria Pública, onde realizaram o processo de Inscrição para o Casamento Comunitário com agilidade. “Tínhamos a expectativa de que seria um processo muito mais burocrático, mas fomos surpreendidos pela data e a dinâmica muito agradável, a inscrição foi muito simples, viabilizando para quem não tem condições”, afirmou Mizael.

 

O mesmo foi indicado por Rafael e João Paulo, que namoram a quase quatro anos e moram juntos a três anos e meio, o casal explica que não tinham planos imediatos casar, mas encontraram na iniciativa uma alternativa favorável “O Casamento Coletivo acaba ajudando muito àquelas pessoas que já querem realizar esse sonho, mas não tem essa possibilidade”, afirma João Paulo.

 

Já para Amanda e Maria Carolina, que estão juntas a nove meses, a decisão foi influenciada pela vantagem da gratuidade. “Aproveitamos a oportunidade, principalmente pelo custo”, confirmou Maria Carolina. *Segundo o coordenador do Nupemec/TJPE, desembargador Erik Simões, o obstáculo financeiro que impede alguns casais de oficializar a união não passa despercebido às entidades do Estado.

 

“Sensível à situação de pessoas que não têm condições de arcar com as taxas cobradas para realizar um casamento, e concretizar um sonho, ou uma convivência de muito tempo, o Tribunal, passou a isentar essa contribuição e oferecer casamentos coletivos há dez anos. Começamos no Coque e ampliamos para todo o estado por meio dos Centros Estaduais Judiciários de Conflitos (Cejuscs) e das Casas de Justiça e Cidadania, fazendo centenas de casamentos, e desde o ano passado iniciamos uma parceria com a Defensoria Pública do Estado para aumentarmos ainda mais a execução dessa iniciativa”, revela o Simões.

 

Ele destaca as uniões já realizadas desde o ano passado com a Defensoria e explica como o cidadão pode ter acesso a esse serviço durante todo o ano por meio das unidades do TJPE. “No ano passado realizamos junto à Defensoria um casamento com 500 pessoas, este ano, com 300, e no próximo ano pretendemos ampliar para as comarcas de Olinda e de Jaboatão dos Guararapes. Mas, é importante salientar que durante o ano todo a população deve entrar em contato com o TJPE, por meio da ação que a Justiça desenvolve por meio dos seus Cejusc e das suas Casas de Justiça e Cidadania para se informar sobre as datas dos próximos casamentos de cada cidade em que atuamos”, finaliza o desembargador.

 

Fonte: TJPE