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Clipping – G1 – Mortes em casa no Maranhão por doenças cardiovasculares cresceram 18% durante a pandemia

Demora do SAMU e direcionamento do sistema de saúde para a Covid-19 podem ter contribuído com a falta de atendimento rápido a pessoas que sofreram AVC ou Infarto.

O Maranhão teve um aumento de mortes fora dos hospitais em doenças cardiovasculares durante da pandemia da Covid-19. Os dados são do Portal da Transparência do Registro Civil, que aponta os detalhes das mortes quando são registradas nos cartórios.

As mortes fora dos hospitais são aquelas ocorrem em casa, na rua, ou em outros lugares por Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto ou Causas Cardiovasculares Inespecíficas (CCI).

Contando a partir do primeiro caso de Covid-19 registrado no Maranhão, em 20 de março, houve um aumento de 29,2% nas mortes fora dos hospitais por doenças cardiovasculares no estado, em comparação com o mesmo período de 2019.

Já contando apenas os casos ocorridos dentro de casa, o aumento nas mortes no Maranhão aumentaram 18%. Para especialistas, isso pode um indicativo de que pacientes com outras doenças podem estar tendo menos acesso a atendimento médico, já que o sistema de saúde foi direcionado ao controle da pandemia.

\”Isso foi realmente observado. Os hospitais reduziram os outros serviços no auge da pandemia para poder atender aos pacientes com Covid-19. Muitos pacientes ficaram com medo de pegarem o coronavírus e evitavam ir a hospitais. Com isso, muitos pacientes ficaram com as suas doenças mais graves e podem ter morrido em casa\”, afirma o pesquisador e epidemiologista da UFMA, Antônio Augusto.

Além do direcionamento do sistema de saúde apenas para a Covid-19, médicos apontam outra causa para aumento de mortes em casa: A falta do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) nos primeiros minutos de um AVC ou Infarto.

\”O atendimento tem que ser o mais rápido possível. Em torno de 60 minutos, tanto para o coração, quanto para o cérebro (AVC)\”, explica o cardiologista Fábio Borba.

Só em São Luís, entre 1º de abril e 31 de maio deste ano, mais de 2.400 ocorrências foram atendidas pelo SAMU relacionadas a casos de pessoas com suspeitas de Covid-19. Além do serviço sobrecarregado, o protocolo de limpeza das ambulâncias a cada atendimento dificultou e fez aumentar o tempo de espera dos pacientes.

Para o médico Fábio Borba, muitas pessoas não estão tendo as consultas regulares e serviços médicos estão fechados. Desse modo, a falta de tratamento das doenças e o atendimento demorado durante um AVC ou infarto podem significar a morte do paciente.

\”Quanto mais rápido o paciente for atendido no infarto ou AVC, melhor. A probabilidade de morte é de 40 a 50% em um atendimento na primeira hora. Após isso, a chance de morte sobe para 80%\”, diz o cardiologista.

O mesmo fenômeno de mortes em casa também ocorreu em outros países durante a pandemia da Covid-19. No Reino Unido, um levantamento do jornal The Guardian identificou cerca de 8 mil mortes domiciliares a mais durante a pandemia do que no mesmo período de anos anteriores.


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