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Clipping – Hora de Santa Catarina – Biguaçu terá sua primeira maternidade da história

Todo cidadão natural de Biguaçu que existe teve seu parto em domicílio, seja com ajuda de uma parteira ou doula. Isso porque a cidade não tem e nunca teve uma maternidade. Mas essa realidade deve mudar em agosto, quando está prevista a inauguração da primeira maternidade do município, com capacidade para 160 partos por mês e 21 leitos. E ela será batizada com o nome de Maria Rosalina da Silva, justamente uma parteira conhecida da cidade.

A oficial do Cartório de Registro Civil da Comarca de Biguaçu, dona Maria Natália da Silva, trabalha há 46 anos na função e disse que, nesse período, não se lembra de ter registrado nenhum bebê biguaçuense. Vasculhando os documentos do cartório, ela encontrou a última certidão de nascimento datada de 27 de maio de 1972, uma menina. Pode ser que a bebê, hoje com 46 anos, tenha sido a última biguaçuense nata.

Quem se registrou depois disso são pessoas mais velhas que não tinham certidão de nascimento e tiveram que fazer a papelada para receber algum benefício do governo — disse dona Maria Natália.

Em setembro do ano passado, o presidente Michel Temer sancionou a lei que permite que a certidão de nascimento indique como naturalidade do bebê o município onde a mãe reside. No entanto, as famílias de Biguaçu parecem não ter aderido à nova legislação. Segundo a oficial do cartório, os bebês da cidade nascem nas maternidades Carmela Dutra ou Carlos Corrêa, em Florianópolis, e já são registrados na capital catarinense.

Nova maternidade atenderá 22 municípios

Conforme a prefeitura de Biguaçu, o atendimento será de portas abertas, por livre demanda da população das 22 cidades da Grande Florianópolis. Numa reunião entre prefeitura e Secretaria Estadual de Saúde na terça-feira (10), foi definido que o governo do Estado irá repassar R$ 350 mil mensais para a manutenção do Hospital Regional Helmuth Nass, que é onde a maternidade irá funcionar.

O diretor do hospital, Cláudio Marmentini, salienta que as futuras mães de Biguaçu poderão optar pelo parto humanizado, e os bebês ficarão junto delas no quarto tão logo nasçam. O gestor destaca também a importância desse serviço na cidade.

Hoje quem mora aqui tem que ir pra São José ou entrar na Ilha, é todo um transtorno. Então é um benefício para todos os municípios da região, e Biguaçu vai começar de novo a ter cidadãos nascendo na cidade. Eles vão ter toda a estrutura hospitalar à disposição, com profissionais treinados, material e medicamento adequado, acesso a exames. Isso traz segurança e qualidade de vida para esses bebês.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Genivalda Ronconi, serão realizados no local partos normais e cesáreas de baixo risco, desafogando os atendimentos das demais maternidades da grande Floripa.

A nova estrutura contará com um centro de parto normal, três salas de parto humanizado e um centro obstétrico, com duas salas cirúrgicas, para a realização de cesáreas quando houver indicação médica. Na Maternidade também haverá uma área específica para o acompanhamento familiar. A maternidade contará também com um lactário, que receberá doações de leite materno.

Já a implementação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal deverá ocorrer no prazo de até um ano, estando a Maternidade apta para atendimento de partos de alto risco.