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Clipping – Jornal Hoje em Dia – Programa de registro civil ainda na maternidade já atendeu 100 mil crianças em Minas

Cem mil certidões de nascimento emitidas em Minas. A marca foi alcançada neste mês pelas Unidades Interligadas de Registro Civil de Nascimento (UIs), desde a implementação do programa no Estado em 2013.

As UIs permitem que o registro seja feito ainda na maternidade. O processo se dá por meio de um sistema interligado ao cartório via internet. A impressão do documento ocorre no próprio hospital, sem custos para a família. Além disso, desde dezembro do ano passado as unidades emitem também o número do CPF na certidão.

As unidades estão instaladas em 41 hospitais de Minas, distribuídos em 31 municípios. A iniciativa faz parte da política de erradicação de sub-registro de nascimento — conjunto de nascidos vivos e não registrados no mesmo ano do parto.

O projeto é coordenado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), em parceria com a Corregedoria Geral de Justiça de Minas Gerais, Ministério Público Estadual, Sindicato dos Oficiais de Registro Civil (Recivil), hospitais e cartórios.

Prioridade

Para o secretário estadual de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, garantir o registro de recém-nascidos é prioridade na promoção de direitos. Por isso, a meta é ampliar o serviço.

“Minas Gerais está erradicando o sub-registro civil, que é uma das mais graves violações de direitos humanos, pois é a negação de todos os direitos da pessoa. Aqui a criança já nasce com sua cidadania reconhecida. Batemos a essa marca em 31 cidades e queremos chegar a outros municípios com mais de mil partos por mês”, afirma o secretário.

A diretora de Defesa e Reparação em Direitos Humanos, Letícia Palma, responsável pela gestão do programa, ressalta que o primeiro passo para acessar aos demais direitos civis, políticos e sociais é ser reconhecido pelo Estado Brasileiro por meio da certidão.

“As informações de registro são usadas especialmente para os serviços públicos e privados de saúde, educação, previdência e demais necessidades do cotidiano, diretamente relacionadas com a população infanto-juvenil”, afirma a diretora.

Direitos Humanos

O projeto das UIs virou referência para outros estados e foi o vencedor, em 2015, do Prêmio de Direitos Humanos da antiga Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos Humanos da Presidência da República, a maior condecoração do governo brasileiro às instituições e pessoas que empreenderam ações relevantes para a promoção e defesa dos Direitos Humanos no país.