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Clipping – Jornal Nacional – No Amazonas, casamento coletivo reúne mais de 800 casais indígenas

Uma cerimônia coletiva no Amazonas oficializou a união civil de mais de 800 casais de dois povos indígenas.

A vestimenta é diferente, mas o nervosismo é igual ao de qualquer outro noivo.

A noiva experimenta o vestido minutos antes do casório. O dia é de festa e alegria.

“Estou feliz, não só por mim, mas por toda a população que vai se casar hoje. Estão de parabéns, estou alegre por isso”, disse Ismael Pinto, outro líder indígena.

Benjamim Constant, município amazonense a 1.118 quilômetros de Manaus, onde um terço da população é de indígenas, é o palco do maior casamento coletivo de indígenas já realizado no país.

“Casamento coletivo a gente sempre sabe que tem e congrega umas dezenas de noivos, mas centenas, 806 casamentos, e indígenas? É algo realmente emblemático na sociedade brasileira”, disse Ismael Pinto, líder indígena e noivo.

Essa história começou com um grupo de cerca de 300 casais. Só que, quando a Defensoria Pública do Amazonas visitou as aldeias, acabou descobrindo muito mais gente interessada: mais de 800 casais de 35 comunidades diferentes.

“Alguns queriam garantir benefícios previdenciários para o futuro, alguns queriam garantir a certidão de nascimento dos seus filhos. Então, cada família era uma peculiaridade diferente, cada um queria casar por um motivo, ou, às vezes, queria ter um pedaço de papel para falar que é casado com a fulana com o cicrano”, afirmou a defensora Juliana Lopes.
A questão para muitos casais não era só garantir a certidão de casamento, ter o documento em mãos. Tão importante quanto o papel era garantir que a celebração desse momento respeitasse as tradições e os costumes das comunidades indígenas.

Como era muita gente, foram três dias cerimônias em três diferentes comunidades. Por causa da dificuldade de acesso as aldeias, o casamento coletivo virou uma operação com o apoio de homens da Marinha, do Exército, da Polícia Militar.

Depois de 65 anos juntos, os índios tikuna Guilherme Pereira e Etelvina Amaral agora são um casal de papel passado.

Na língua tikuna, seu Guilherme diz que está muito feliz e que, mesmo estando tanto tempo juntos, agora ele pode enfim dizer que aquela é a sua esposa, e que se sente um verdadeiro cidadão do Brasil.

 

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