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Clipping – O Hoje – Transexuais: Respeito à diversidade no trabalho

Em março deste ano o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por unanimidade, que pessoas trans podem alterar o nome e o sexo no registro civil sem que se submetam a cirurgia. A decisão tomou como base o respeito à dignidade humana. Até o dia 9 de maio deste ano 115 pessoas em Goiás já solicitaram junto à Justiça Eleitoral a alteração no título de eleitor para o nome social. O prazo foi determinado pela Lei nº 9.504/1997, art. 91.

Medidas como essa proporcionam um maior respeito à diversidade e fazem com que histórias como a de Keity kethelyn se tornem cada dia mais comuns. Ela, que sempre lutou para que fosse reconhecida como realmente é, encontrou esse espaço no mercado de trabalho. Ela, que nem sempre se pareceu com uma mulher, passou mais de 24 anos morando no interior de Goiás sem coragem para assumir o que sempre soube que era: uma mulher. 

Filha de mãe solteira, Kethelyn, transgênero, de 38 anos, nasceu em Itapuranga (GO) e se mudou para a Cidade de Goiás ainda pequena onde permaneceu por 24 anos até que uma oportunidade de emprego a traria a Goiânia. Inicialmente, veio como babá e também auxiliava em serviços domésticos. Pouco tempo depois da mudança, a mãe adoeceu, teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a vida, outra vez, mudou de rumo. 

“Uma amiga me contou da vaga em um supermercado, e eu fiquei com muito receio de me candidatar porque não queria ter que me vestir como homem, nem ser tratado como tal. Mandei o currículo, coloquei o nome que utilizava entre parênteses e aí me chamaram. Logo na entrevista fui chamada por Kethelyn, comecei como repositora, passei a embalar as compras, trabalhei como operadora de caixa e agora já estou sendo treinada para orientadora. São seis anos de trabalho sendo eu mesma”, sorri. 

Kethelyn nunca beijou uma mulher. Desde os oito anos de idade soube que era mulher e começou, inclusive, a tomar os anticoncepcionais da irmã mais velha escondido. “Eu sempre soube que tinha nascido no corpo errado. Eu e minha irmã brincávamos que tínhamos nascido trocadas. Até em serviços normalmente atribuídos a homens ou mulheres, gostávamos do oposto. Enquanto ela adorava ajudar em serviços de pedreiro, eu gostava de limpar a casa, lavar a louça. Não foi fácil contar pra minha mãe, mas claro que ela sempre soube. Hoje eu sou o que sempre quis ser. Para o futuro quero adotar um filho ou uma filha e dar tanto amor quanto recebi da minha mãe”, finaliza. 

Valorizando a diversidade

O Cencosud  (grupo ao qual pertence o Bretas, empresa onde Keity trabalha) possui uma comunidade da Diversidade e Inclusão. Criada em 2017, conta com quase 27 mil membros – todos colaboradores das empresas do grupo – que participam de reuniões mensais para debater temas relacionados. Além disso, conta com um canal direto de denúncias e, anualmente, é feita uma pesquisa de clima organizacional. O grupo produz e disponibiliza para todos os colaboradores e pessoas recém admitidas vídeos educativos e cursos sobre diversidade e inclusão. Piadas não são aceitas. 

Visando incluir o gênero, orientação sexual, etnia, credo ou faixa etária, a Rede Bretas trabalha com uma política de diversidade e inclusão, que tem como objetivo promover o respeito e a aceitação da diversidade não só de colaboradores, mas também de clientes. 

Para tanto, é primordial contar com uma equipe diversa, que reflita a sociedade atual. Desta forma, é possível criar um ambiente com colaboradores que possam entender melhor os clientes e atender às suas necessidades. Garantindo um espaço onde os funcionários possam desenvolver seu potencial e contribuir ao crescimento profissional e pessoal de cada um. 

O diretor geral do Bretas, Alexandro Arruiz explica que o código de ética dos supermercados repudia qualquer forma de preconceito e, caso haja algum tipo de conduta irregular nas dependências da rede, é necessário que clientes ou funcionários denunciem. “Estamos falando de pessoas que quando satisfeitas e felizes trabalham melhor, produzem mais. Construir uma organização mais inclusiva depende de todos e esse é o nosso objetivo, afinal de contas, mais da metade da vida a gente passa no trabalho”. (Ana Flávia Marinho, especial para O Hoje)  


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