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Correio Braziliense – DF registra a menor diferença entre nascimentos e mortes em um primeiro semestre


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Foram 11.926 óbitos — 79,4% maior do que a média história, iniciada em 2003 — e 20.967 nascimentos no período — 23,3% a menos. Covid-19 tem influência direta nos resultados 

 

Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre, no Distrito Federal. Dados dos Cartórios do DF registraram 11.926 óbitos até o final do mês de junho. O número, que é o maior da história dos primeiros seis meses do ano, é 79,4% maior que a média histórica de óbitos no DF, e 53,2% a mais que as mortes do ano passado. O aumento se deve à pandemia de covid-19. 

 

Comparando 2019, ano anterior à chegada da pandemia, com 2020, houve aumento no número de mortes de 63,3%. Essa é a menor diferença vista entre nascimentos e óbitos, desde o início da série histórica, em 2003. 

 

Nos nascimentos, a capital federal mostrou ter o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica. Até o fim de junho, foram registrados 20.967 nascimentos — 23,3% a menos do que a média de nascidos no país desde 2003, e 19,2% menor do que no ano passado. Comparado a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 27,4% no DF. 

 

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, que é abastecido em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do Brasil, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em informações dos cartórios brasileiros. 

 

O presidente da Arpen-BR, Gustavo Renato Fiscarelli, ressalta o impacto da covid-19 na capital. “No caso do Distrito Federal, fica nítido o quanto a pandemia aumentou a mortalidade, assim como os reflexos de diminuição nos nascimentos e casamentos, todos eles com números nunca registrados antes, que certamente impactam no crescimento populacional e no direcionamento dos investimentos públicos em saúde, educação, habitação, entre outros pontos fundamentais para o planejamento das ações em prol da população”, concluiu.

 

Fonte: Correio Braziliense