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Correio – Reinou: Arthur foi o nome preferido dos baianos em três dos últimos cinco anos


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Ele ficou no topo da lista em 2017, 2018 e 2020; no último ano, foram 2342 registros no estado.

 

Dando um Google, as cinco primeiras opções são: Lira, Zanetti, Picoli, Nory e Aguiar. Esses ‘Arthurs’ são famosos e mais velhos, mas têm muitos novinhos anônimos com esse nome por aí. E bem novinhos mesmo. Em três dos últimos cinco anos, Arthur foi o rei dos nomes mais registrados em cartórios baianos, inclusive no último, em 2020, com 2342 registros. O pódio do ranking de 2020 foi finalizado com Heitor (2.035) e Miguel (1.985). Em 2019, não chegou a aparecer entre os dez primeiros da lista, mas esteve no topo também em 2018 e 2017. Já em 2016, ficou com a terceira posição. (Confira no final da reportagem as listas de 2016 a 2020 dos nomes mais registrados na Bahia) 

 

Nascido em 2017, Arthur tem 4 anos e já aprendeu a conviver com o fato de que tem muitos xarás espalhados por aí. Na escola, divide o nome com um coleguinha e o diferencial vem do sobrenome. “Quando qualquer pessoa na rua pergunta o nome dele, é Arthur Lyra que ele responde”, conta a mãe, Rafaela Lyra, 27.  

 

Mesmo o nome sendo tão comum, isso não pesou para os pais na hora da escolha. Na verdade, era o único nome que o casal queria. “Nem nome feminino a gente deu muita bola, escolhemos uns dois, mas eu nem lembro quais foram. Quando descobrimos o sexo do bebê, foi uma festa”, diz. “Apresentamos o nome para a família e meu sogro resolveu sugerir Enzo, que estava na moda. Aí, colocamos em votação para agradar a ele. Mas, ainda bem que Arthur ganhou. E, se não ganhasse, ia ter fraude na votação”, completa Rafaela, rindo. 
 

O chá de bebê teve a temática de rei. A cor escolhida para a decoração foi o azul escuro e não podiam faltar as coroas. “Pesquisamos sobre o nome e vimos que tinha origem na Inglaterra e era relacionado a urso e força. E também tinha a questão de ser nome de rei. Adoramos e seguimos essa tendência”, explica ela.  

 

O Arthur de Helen Menezes, 32, está entre os nascidos em 2019. Ele completa dois aninhos no próximo dia 13. O nome foi sugestão do pai, que sempre gostou da história do rei britânico. No ensaio fotográfico com o bebê recém-nascido, a coroa foi um item indispensável. “Além dos outros objetos, a gente pediu a coroa por conta do Rei Arthur. E ficou lindo demais!”, diz Helen. 

 

Entre os significados para o nome estão coragem e nobreza. E a coragem realmente se tornou uma realidade quando foi possível notar os primeiros traços de personalidade do filho de Helen.  

 

“Eu sempre falo que gostaria até que ele fosse um pouco menos corajoso porque o coração fica assustado com tanta arte que ele apronta. Pense numa criança que sobe e desce, que ninguém acha que é tão novinho ainda”, conta a mãe.  

 

Outro que também representa muito bem o nome que tem é o Arthur de Sthefany Santos, 22. Assim como o de Helen, ele é ‘retado’. “Quando eu encontro outra mãe que tem o filho chamado Arthur, ela já pergunta: é retado, né? Ele não para quieto, brinca demais e não tem medo de nada. Aqui tem um monte de bichos e ele brinca com cabra, galinha, gato, cachorro, inseto”, diz a mãe, orgulhosa.  

 

Como escolher um nome? 

 

O nome é a identificação mais usada para as pessoas. Está nos documentos, nos perfis das redes sociais, no amigo secreto de Natal, na chamada da escola e até nas cartas de amor, músicas e poemas. Tem a Carolina de Seu Jorge, o José de Carlos Drummond de Andrade, a Ana Júlia dos Los Hermanos e por aí vai. Já parou para pensar se é justo que uma pessoa carregue o nome para a vida toda sem ter o direito de opinar na escolha? O mínimo que quem dá o nome pode fazer é pensar direitinho antes, certo?.  

 

Bárbara Ribeiro, 19, que tem um Arthur de um aninho, escolheu o nome do filho com cuidado. “Eu pensei bastante, pesquisei, vi o significado, conversei com o pai dele. E ficou decidido que seria Arthur”, conta. Mas, as coisas não saíram como o planejado. Na hora do parto, o cordão umbilical ficou enrolado no pescoço, o que, por tradição católica, é indicativo de que a criança precisa ter nome bíblico. “A família veio com aquela mania do povo mais antigo de que tem que colocar nome bíblico em criança que nasce laçada. Então, eu escolhi o João, mas não abri mão do Arthur, juntando os dois. E acabei gostando da combinação”, diz Bárbara. 

 

Com Sthefany Santos, a história foi um pouco diferente. A escolha do nome foi só na saída do hospital. Durante todo o tempo na maternidade, ele era identificado apenas por um número. É que não houve nem tempo do pai descobrir que seria pai, nem dos avós descobrirem que seriam avós, muito menos de escolher o nome da criança. 

 

“Eu descobri a gravidez quando já estava entre o sétimo e oitavo mês. Minha barriga não cresceu tanto e eu estava com um sangramento que achei que era menstruação. Fui fazer uma endoscopia porque achei que as dores no estômago que estava sentindo eram de gastrite”, lembra Sthefany. A gastrite, na verdade, era Arthur. Uma semana depois de descobrir que estava grávida, Arthur resolveu mostrar para que veio. “Eu liguei para o meu namorado anunciando tudo de uma vez. Eu falei para ele: ‘tô grávida, mas, na verdade, já estou tendo a criança’”, conta ela, rindo.  

 

Hoje, Arthur tem três anos. “Foi uma loucura, mas uma loucura que deu certo”, diz a mãe. O nome foi escolhido por ser comum aqui no Brasil e também fora do país. “Ficamos na dúvida entre alguns, mas as avós que decidiram. O significado a gente só foi descobrir depois mesmo, mas até que gostamos”, finaliza ela.  

 

O que faz um nome virar tendência? 

 

Segundo a professora da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em onomástica – estudo dos nomes próprios -, Patrícia Carvalhinhos, os nomes surgiram quando o homem desenvolveu a habilidade de falar e a necessidade de individualizar os seres. Mas, se você pensa que só os humanos usam nomes, está enganado. “Já existem estudos de zoólogos e biólogos marinhos que identificam que os golfinhos emitem sons específicos para cada membro do grupo, que têm a mesma função e lógica que nós humanos usamos para nomear as pessoas”, explica. 

 

A ideia era individualizar, mas não deu muito certo. Os nomes se repetiram e foi preciso utilizar o sobrenome. Mas o que faz com que existam tantos ‘Arthurs’, ‘Enzos’ e ‘Marias’ por aí? De acordo com a professora, são as tendências. “As pessoas gostam de homenagear alguém da família colocando o mesmo nome no filho ou de copiar o nome de uma celebridade, por exemplo. E isso muda ao longo do tempo, a referência pode ser da TV, das redes sociais, de reis, figuras religiosas, mas a ideia é sempre que haja uma figura de destaque que vai ser homenageada”, coloca Patrícia. 

 

De acordo com a especialista, existem três linhas para classificar os nomes de pessoas: os nomes cíclicos – aqueles que às vezes estão no topo da lista e às vezes não aparecem -, os nomes da moda – como Enzo e Valentina, que depois somem mesmo – e os nomes perenes – como João, Maria e Pedro, que sempre aparecem entre os destaques, mesmo variando a posição no ranking dos mais registrados.  

 

No entanto, é importante destacar a variação que acontece de lugar para lugar. Além das diferenças entre os países, um nome que é tendência no Sul, pode não ser no Nordeste. E um que é moda em Salvador, pode não ser em Formosa, por exemplo. “As cidades do interior têm uma realidade diferente das capitais e as regiões do Brasil também são muito diferentes entre si. Se um local é mais conservador, apegado nas tradições e na religião, certamente isso vai refletir na tendência dos nomes adotados”, ressalta.  

 

Histórias de cartório 

 

De acordo com o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen Bahia), Daniel Sampaio, além das novelas e filmes, por exemplo, os grandes eventos, principalmente os esportivos, costumam influenciar a escolha dos nomes dos bebês. Segundo ele, após o fenômeno da Olimpíada de 2021, que aconteceu entre julho e agosto, já registrou uma Rayssa, inspirada na fadinha do skate que ganhou medalha de prata. 

 

“O pai veio aqui e disse que queria o nome Rayssa e enfatizou bastante a grafia, explicando que era para ser igual ao nome da fadinha. É provável que a gente tenha muitas ‘Rebecas’ este ano, em referência à ginasta Rebeca Andrade. E eu ainda não registrei nenhuma, mas, com certeza, teremos uma leva de ‘Juliettes’ por aí, imitando a campeã do BBB 21. Os pais querem colocar nos filhos nomes de sucesso, aí o tipo de sucesso pode variar bastante conforme os gostos”, explica. 

 

De acordo com o presidente da Arpen Bahia, um fenômeno bastante comum é a escolha de nomes estrangeiros que, muitas vezes, os pais não sabem sequer a grafia. “A pessoa chega falando o nome e quando a gente pergunta como é a escrita, ela não sabe dizer”, conta. A grafia errada de nomes estrangeiros ou locais também é bastante comum. “Hoje, os cartórios já passaram a adotar algumas medidas para prevenir isso. Eu costumo pedir aos pais alfabetizados que escrevam o nome em um pedaço de papel a próprio punho para que nenhuma letra saia errada”, acrescenta Sampaio. 

 

Outro fenômeno curioso é o dos nomes que podem gerar constrangimento à criança. “Não podemos proibir os pais de colocarem os nomes que quiserem, então fazemos um trabalho de dissuasão, perguntando se têm certeza, alertando dos apelidos, do bullying que pode acontecer. Lembro que já chegaram me pedindo para registrar um Aquino Machado. Pode parecer besteira, mas a sonoridade da combinação desses nomes poderia gerar constrangimento entre os colegas durante a infância. Aí, o próprio pai depois resolveu inverter a ordem”, recorda. 

 

“Os nomes que não podem ser colocados são aqueles que fazem apologia a crimes ou ideologias combatidas pela legislação como o nazismo. Não podemos deixar que uma criança se chame Adolf Hitler, por exemplo. Mas, de resto, temos nomes de origem indígena, africana, de influência religiosa e não tem problema nenhum quanto a isso”, finaliza.  

 

Você conhece o Rei Arthur? 

 

Você já conhece a história do rei que inspirou o nome mais registrado de 2020 na Bahia? Esse Arthur foi um famoso guerreiro britânico de linhagem real que inspirou diversas lendas ao longo do tempo. Mesmo sendo muito famoso, não há indícios suficientes que possam comprovar que ele tenha, de fato, existido. As histórias que envolvem o lendário guerreiro se passam nos séculos V e VI, no período medieval.  

 

Segundo as lendas, o Rei Arthur seria filho de Uther Pendragon e da Duquesa Ingraine. Seu pai era um guerreiro chefe dos exércitos bretãos contra as invasões saxãs. Já sua mãe, era da família real da ilha de Avalon, local místico que cultuava uma religião antiga. Mas, Arthur não foi criado com eles. Ao nascer, foi mandado para a corte de outro rei, como plebeu. O jovem recebeu treinamento e educação e tornou-se um grande guerreiro.  

 

Uma lenda famosa que ronda a história do Rei Arthur é a da Excalibur. Afinal, quem nunca ouviu a história da espada presa em uma pedra que só pode ser retirada pelo verdadeiro herdeiro do trono? A arma era a mais poderosa e até seu nome exalava poder: “corta aço”. 

 

No dia da sagração de um guerreiro do reino, sua espada quebra e é Arthur quem vai buscar outra arma. O jovem cavaleiro encontra uma espada presa em uma pedra: a Excalibur. Ele retira a arma da pedra sem dificuldade alguma e a leva para o irmão adotivo. 

 

O pai adotivo de Arthur reconhece a espada e percebe que, se o cavaleiro conseguiu pegar a arma, era de uma linhagem nobre. O jovem volta para sua terra natal e passa a ser líder do exército. Conta-se que ele chefiou e venceu 12 grandes batalhas e formou um grupo de 12 homens leais: os Cavaleiros da Távola Redonda. 

 

2016 

 

João Miguel – 347 
Enzo Gabriel – 314 
Arthur – 292 
Maria Eduarda – 277 
Miguel – 233 
Maria Clara – 225 
Sophia – 217 
Pedro Henrique -197 
Davi – 186 
Alice – 179 

 

2017 

 

Arthur – 482 
João Miguel – 438 
Enzo Gabriel – 436 
Maria Eduarda – 389 
Miguel – 364 
Heitor – 281 
Alice – 273 
Maria Cecília – 246 
Maria Júlia – 245 
Maria Clara – 244 

 

2018 

 

Arthur – 1295 
Enzo Gabriel – 1263 
Miguel – 1105 
Heitor – 1056 
João Miguel – 1017 
Maria Eduarda – 985 
Maria Cecília -827 
Maria Clara -776 
Alice -703 
Pedro Henrique -696 

 

2019 

 

Enzo Gabriel – 1288 
João Miguel – 964 
Maria Cecília – 892 
Maria Eduarda – 789 
Maria Júlia – 634 
Pedro Henrique – 633 
Maria Clara – 576 
Ana Júlia – 558 
Maria Alice – 524 
João Pedro – 504 

 

 

2020 

 

Arthur – 2342 
Heitor – 2035 
Miguel – 1985 
Gael – 1764 
Theo – 1463 
Alice – 1434 
Laura – 1360 
Enzo Gabriel – 1348 
Davi – 1287 
Gabriel – 1231 

 

*Com orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro 

 

Fonte: Correio