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Dataprev: população ganha com integração de dados dos cartórios

O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, em entrevista concedida ao jornalista Luiz Queiroz, do Portal Capital Digital, sobre os avanços tecnológicos em âmbito governamental, ressaltou a importância dos Cartórios de Registro Civil em fornecerem informações de alta qualidade à sociedade por meio de convênio entre a entidade e Arpen-Brasil, que está atualmente em análise na Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

A entrevista, publicada nesta sexta-feira (26/01), destaca a existência de um projeto piloto de integração de bancos de dados e validação biométrica de informações cadastrais. Assumpção enfatizou que os Cartórios de Registro Civil já fornecem informações ao INSS por força normativa há mais de 14 anos.

 

“Ter os dados do Registro Civil consolidados em uma base com acesso simples e organizado, disponível para o Estado e a sociedade, é uma infraestrutura pública digital extraordinária”, afirma Assumpção em sua fala.

 

Veja os melhores momentos da entrevista em:

 

O papel da Dataprev na Transformação Digital

 

Assumpção procurou deixar clara a posição da estatal no cenário da Transformação Digital do Governo Lula. Segundo ele, a empresa faz parte de um tripé montado com o Serpro e a Secretaria de Governo Digital (SGD), para ordenar e centralizar a estratégia de atualização da informática pública com o foco voltado na prestação de novos serviços ao cidadão.

 

“Não há nenhuma ideia de desenvolver tudo de fio a pavio aqui dentro”, garante o presidente da Dataprev, após as críticas que recebeu da Assespro por ter fechado um contrato de R$ 2 bilhões com o Ministério da Gestão. A entidade viu nessa contratação uma usurpação de recursos pela estatal, que deveriam ser canalizados para a iniciativa privada.

 

Rodrigo lembrou que esse contrato vai até 2028 e o dinheiro está atrelado à demanda do governo por novos serviços; não entra integralmente nos cofres da Dataprev. Ele afirmou que a ideia na estatal será buscar parcerias tecnológicas naquilo que for necessário para o cumprimento das metas estabelecidas.

 

Rodrigo fez questão de frisar que não há dentro do governo nenhuma intenção de usar a Dataprev ou o Serpro como empresas que executarão sozinhas a Transformação Digital. Entretanto disse que o setor privado deve abandonar a perspectiva de que vai negociar novos serviços diretamente com mais de duzentos órgãos.

 

Multinuvem híbrida marca o fim da dispersão de dados no governo

 

O presidente da Dataprev também falou sobre o papel da estatal na consolidação da infraestrutura nacional de dados, projeto que envolve o Serpro e é capitaneado pela Secretaria de Governo Digital, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Esse projeto contará com o apoio de grandes provedores privados de nuvem, o que significa um basta na gastança com grandes data centers.

 

Porém, o cenário negocial do governo com esses provedores será bem diferente do que tem sido visto nos últimos anos, pelos serviços de nuvem praticados pelas multinacionais junto ao governo. Segundo ele, a nova visão do governo é que quanto mais as bases de dados federais estiverem integradas, maior será a chance do governo pensar em novas políticas públicas e assegurar para si a gestão e a soberania brasileira sobre esses dados.

 

“Nós não temos nenhum interesse em ser “broker” de nuvem privada. E não estamos trazendo essas nuvens para ser a porta de entrada dessas operadoras. Nós temos interesse, de fato, é explorar as diversas formas possíveis de ter soberania sobre os dados e sistemas do Estado”, explicou.

 

Na visão do governo, o que está sendo feito agora, segundo Rodrigo Assumpção, é a consolidação de uma política, que era trazer para dentro do ambiente das estatais todos os dados e sistemas que são considerados “estratégicos” para o governo.

 

Diante deste cenário, a empresa está concluindo suas negociações com grandes provedores de nuvem para ampliar a capacidade da “GovCloud” de poder ofertar serviços para toda a administração federal num ambiente de multinuvem híbrida, que conta com a infraestrutura dessas empresas privadas, mas a gestão dos dados está sob a tutela do Estado.

 

A Amazon Web Services (AWS), por exemplo, já está integrada ao data center da Dataprev. Rodrigo afirma que em breve os chineses da Huawei – com quem já estabeleceu as primeiras negociações – e um terceiro provedor, ainda não revelado, também deverão fazer parte do projeto.

 

Dinheiro para investir em infraestrutura de dados a empresa tem

 

Descontando o fato de que a Dataprev acabou de assinar um contrato de R$ 2 bilhões para serviços por demanda do Ministério da Gestão até 2028, a estatal ainda tem recursos em caixa para fazer frente às suas necessidades.

 

Isso em virtude de uma política adotada no Governo Bolsonaro de obrigar as estatais a fazerem lucro para devolver ao caixa do Tesouro Nacional, e do represamento nos investimentos numa empresa que estava sendo preparada para a privatização. O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, tem visão diferente sobre esse represamento, mas admitiu no bate-papo com o blog que tem um excelente caixa resultante dessa política bolsonarista.

 

Leia e assista a entrevista de Rodrigo Assumpção completa no blog Capital Digital www.capitaldigital.com.br