Logo Arpen BR Horizontal

Ouvidoria

Home / Comunicação

Notícias

Diário do Rio Doce – Percentual de mortes de pessoas da faixa etária de não vacinados cresceu no mês de abril em Valadares

Dados foram registrados pelos Cartórios de Registro Civil e estão disponíveis no Portal da Transparência do Registro Civil.

 

De acordo com os dados que constam no Portal da Transparência do Registro Civil, os Cartórios de Registro Civil de Valadares registraram aumento percentual do número de óbitos por covid-19 em pessoas na faixa etária de não vacinados em abril de 2021. Os números absolutos de falecimento de pessoas de 40 a 49 anos passou de 8 em março para 25 em abril. Além disso, o aumento percentual de mortes dessa faixa etária foi de 166% se for comparar com o período que vai de março de 2020 a março de 2021.

 

Os dados podem ser conferidos no Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimento, casamento e óbito praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

 

A faixa etária que vai dos 30 aos 39 anos viu o número de óbitos crescer 63% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. O crescimento também se deu nos números absolutos em relação a março, passando de 4 para 13. Outra faixa etária que registrou crescimento foi a de pessoas entre 50 e 59 anos, com óbitos aumentando 23% em relação à média desde o começo da pandemia.

 

Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 60 e 69 anos registrou aumento de mortes de 9% em relação à média desta idade no período, enquanto os números absolutos de falecimentos desta faixa etária subiram de 48 em março para 77 em abril. Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 10% na faixa entre 70 e 79 anos, 34% entre 80 e 89 anos, e 40% na população entre 90 e 99 anos.

 

Ranking estadual

 

Minas Gerais registrou aumento no número de óbitos acima da média nacional nas faixas etárias entre 20 e 29 anos e 30 e 39 anos, totalizando crescimentos de 67% e 54% respectivamente, enquanto no Brasil esses crescimentos foram de 38% e 56%. Já a população com idade entre 40 e 49 anos e 50 e 59 anos do Estado registram mortes abaixo da média nacional, com 54% e 45%, respectivamente, enquanto os números nacionais apontaram crescimento de 57% e 54%.

 

Todos os Estados brasileiros registraram aumento de óbitos na faixa entre 40 e 49 anos na comparação com a média desta idade desde o início da pandemia e 15 deles estiveram acima da média nacional. À frente deste ranking está o Rio Grande do Norte, que registrou aumento de 154%, seguido por Santa Catarina, aumento de 118%, Sergipe, crescimento de 101%, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, aumento de 94%. São Paulo e Rio de Janeiro, com 66%, e Distrito Federal, com 58%, também estiveram acima da média nacional.

 

Já na faixa etária entre 30 e 39 anos, 22 Estados registraram crescimento em abril em relação à média do período, sendo que 12 deles acima da média nacional. Os aumentos foram maiores nos Estados do Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (97%), Rio Grande do Norte (94%), Mato Grosso (92%) e Distrito Federal (90%). A lista tem ainda Paraná (75%), São Paulo (73%) e Rio de Janeiro (59%).

 

Na última faixa com crescimento nacional acima de 50%, entre 50 e 59 anos, novamente todos os estados brasileiros registraram crescimento, sendo 16 deles acima da média nacional. Os maiores aumentos foram nos Estados do Rio Grande do Norte (152%), Pará (105%), Rio Grande do Sul (80%) e Acre (73%). O Paraná registrou aumento de 59%; o Distrito Federal, de 58%; São Paulo, de 56%; e Rio de Janeiro de 54% nessa faixa etária.

 

Fonte: Diário do Rio Doce