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Divórcios aumentam 88% na Baixada Santista, segundo dados do IBGE

Em sete anos, o número de divórcios aumentou 88,3% na Baixada Santista, segundo cálculos feitos a partir de dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2014, foram 3.558 casos na região, contra 1.889 em 2007.

O divórcio é a oficialização que ocorre após a separação judicial de um casal e quando ambos já têm o direito de casar novamente. No Estado de São Paulo, a alta foi de 104,5%, passando de 47.729 para 102.396, e no Brasil ficou em 89% – de 180.455 para 341.181 divórcios.

Por outro lado, o levantamento do IBGE mostra que, no mesmo período, houve crescimento de 21,9% no total de casamentos realizados nas nove cidades da região. Em 2014, 11.237 casais se uniram oficialmente, quando em 2007 o total ficou em 9.212. No Estado, os matrimônios passaram de 244.736 para 295.427 (20,7%) e, no País, de 916.006 para 1.101.586 (20,2%).


Nascimentos e mortes

O número de nascimentos teve um leve recuo a Baixada Santista nos últimos sete anos: menos 0,7%. Foram 25.647 bebês em 2007 e 25.462 em 2014. O número vai ao encontro da queda observada no Brasil (-1,3%), mas contraria o aumento aferido no Estado, de 4,2%.

Já as mortes aumentaram 15,2% no País (de 1.032.638 para 1.190.033), 14,9% no Estado (de 243.835 para 280.231) e 13,4% (de 11.540 para 13.089) na região.

Mudanças sociais

Os números divulgados pelo IBGE fazem parte das Estatísticas do Registro Civil 2014 e mostram importantes mudanças sociais. O casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil, por exemplo, teve 4.854 registros (0,4% do total de casamentos). A idade média nas uniões homoafetivas foi de 34 anos, tanto para homens quanto mulheres. 

Ao longo da série histórica da pesquisa (1974 a 2014), a idade média dos homens ao se casar passou de 27 para 30 anos, enquanto a das mulheres passou de 23 para 27 anos, nos relacionamentos heterossexuais.

Entre 1984 e 2014, o número de divórcios cresceu de 30,8 mil para 341,1 mil, sendo que a taxa geral de divórcios passou de 0,44% (0,44 por mil habitantes de 20 anos ou mais de idade), em 1984, para 2,41%, em 2014.

A idade média das mulheres na data da sentença do divórcio, em 2014, era 40 anos, enquanto a dos homens, 44 anos. Persistiu a predominância das mulheres na responsabilidade pela guarda dos filhos menores de idade a partir do divórcio (85,1%, em 2014), mas a guarda compartilhada cresceu de 3,5%, em 1984, para 7,5%, em 2014.

Duração dos casamentos cai 

Segundo a pesquisa feita do IBGE, a duração média dos casamentos caiu quatro anos nas últimas quatro décadas. No período de 1984 a 2014, constatou-se redução de 19 para 15 anos (tempo médio transcorrido entre a data do casamento e da sentença de divórcio ou da escritura de divórcio). 

Foi observado crescimento das dissoluções de casamentos cujos casais tinham somente filhos menores de idade, de 43,6% (1984), para 48,1% (2014). Nos outros tipos de famílias, houve leve redução de proporção em relação ao total de divórcios. Entre os casais sem filhos, de 29,6% para 26,5%; somente com filhos maiores de idade, de 17,9% para 17,5%; com filhos maiores e menores, de 8,9% para 7,9%.

Recasamentos 

Em 2014 o número de recasamentos (quando pelo menos um dos cônjuges tinha o estado civil divorciado ou viúvo) passou a significar 23,6% do total de casamentos, contra 13,7% em 2004.

Embora os casamentos entre cônjuges masculino e feminino solteiros ainda representem o maior número em relação aos outros estados civis, essa tendência vem diminuindo gradualmente com o passar dos anos. Entre 2004 e 2014, verificou-se uma redução de 9,9 pontos percentuais nesse indicador (de 86,3% para 76,4%).

Nos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, no período 2013 e 2014, houve a predominância de uniões entre solteiros, tanto entre os casais masculinos (82,3%; 80,1%), como nos femininos (75,5%, em ambos os anos). Por outro lado, a proporção de recasamentos era maior entre as mulheres (24,3% e 24,5%). Para os homens essa proporção foi de 17,4% e 19,9%, respectivamente.


Nascimentos

As estatísticas mostram que, ao longo de quarenta anos, a média nacional dos registros de nascimentos tardios (com até três anos de atraso) caiu de 26,1% para 3,2%. No entanto, esse indicador permanece alto nas regiões Norte e Nordeste: enquanto em São Paulo é de 0,5%, no Acre chega a 17,7%.

Em 2014, foram registrados 2,9 milhões de nascimentos, 2,9% a mais que em 2013, mas abaixo dos 3,1 milhões de 1982, ano com o maior número de nascimentos. O percentual de nascimentos em que as mães tinham de 15 a 19 anos chegou a 21,7% (2002), caindo a 17,7%, em 2014.