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G1 – Alto Tietê tem o menor número de mortes por Covid-19 entre idosos com 70 anos ou mais em 15 meses

Índice registrado em julho nos cartórios perde, apenas, para o total registrado em março e abril de 2020, no começo da pandemia. Dados também mostram o menor número de mortes pela doença desde fevereiro de 2021, sendo que maioria das vítimas tem menos de 60. 

 

O número de idosos com 70 anos ou mais que morreram por causa da Covid-19 em julho de 2021, no Alto Tietê, é o menor em 15 meses, de acordo com os dados é da Associação de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). 

 

Ao longo do mês, foram 48 vítimas nessa faixa etária. O número perde apenas para abril de 2020, quando 45 idosos com mais de 70 perderam a vida por causa da doença, e março, período em que os primeiros casos foram identificados. 

 

Os dados da Arpen também mostram que, em julho, a região registrou o menor número de mortos por infecção do coronavírus em cinco meses. Além disso, a maioria das vítimas segue sendo a faixa abaixo dos 60 anos, conforme observado desde junho. 

 

O levantamento inclui Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. É levado em consideração o local de registro e, não necessariamente, onde a pessoa morava. 

 

As mortes de idosos acima de 70 anos estavam em queda desde março, no segundo pico da pandemia. Naquele mês houve recorde, com 251 óbitos registrados. Desde então, o índice caiu progressivamente. O total em julho é 80,8% menor. 

 

Quando contabilizados os óbitos de pessoas a partir de 60 anos, o número é o menor desde novembro do ano passado. Ao todo, 83 moradores da região nessa faixa de idade morreram pela doença em julho de 2021. Oito meses antes foram 78. 

 

No sétimo mês do ano, o total de mortes por Covid-19 registradas nos cartórios, considerando todas as faixas etárias, foi o menor desde fevereiro. Em relação a junho, a queda foi de 40%. 

 

De acordo com o levantamento da Arpen, foram 211 óbitos atestados em 31 dias, o que volta a aproximar a região dos índices observados antes do segundo pico da doença. 

 

Desde junho, o falecimento de idosos por causa da Covid-19 passou a ser menos incidente em comparação às outras faixas etárias. 

 

Atualmente, as pessoas com idades entre 40 e 59 anos são as que mais morrem por causa da doença e correspondem 49,7% dos registros. 

 

Porém, se consideradas todas as vítimas de 0 a 59 anos, o número representa 57,9% do total de mortos pela doença em julho. 

 

Efeitos da vacinação 

 

No final de junho, o Governo do Estado afirmou que São Paulo havia superado a meta de vacinação contra a Covid-19 em idosos. Houve cobertura de 100% dos públicos nas faixas de 90 anos ou mais, de 85 a 89 anos, e de 75 a 79 anos. 

 

Na sequência, aparece o público de 70 a 74 anos, com 97,39%. Por fim, está a faixa de 80 a 84 anos, com 94,49% de cobertura vacinal. Todos estes públicos integraram a campanha entre fevereiro e março e ultrapassam 3,1 milhões de pessoas. 

 

Um levantamento realizado pelo G1 em maio já mostrava uma queda na morte de idosos acima de 80 anos por Covid-19. Na época, a infectologista Raquel Muarrek disse que o dado podia ser resultado da imunização. 

 

“Em todo o país, todos os municípios, a gente observa que houve uma redução de, no mínimo, 50% de casos graves ou internação em pacientes vacinados idosos. Realmente houve uma melhora na qualidade de vida dos doentes nessa faixa etária. Alguns locais foi 70%, 80%”, comenta. 

 

No entanto, ela destacou que os primeiros reflexos da vacinação não atingem a quantidade de pessoas necessárias para que a população, de modo geral, esteja protegida. Por isso, os cuidados e o distanciamento devem continuar. 

 

“Isso não mostra se você deve ou não abrir [os setores]. Isso porque, hoje, as internações são em jovens, adultos jovens de 30 até 50 anos. É o que tem de mais gravidade e manifestação da doença hoje”, relata. 

 

Para que haja impacto populacional, é preciso que mais de 70% das pessoas estejam vacinadas com as duas doses. Enquanto isso não ocorrer, segundo Raquel, há ainda o risco de que pessoas protegidas entrem em contato com infectados, provocando o surgimento de novas variantes. 

 

“A vacina responde, no geral. Ela diminuiu a internação em cerca de 70% nesse público sim, mas a gente tem o problema de ter alta transmissão, de ter a população com a segunda dose ainda não aplicada e a transmissão de cepas mais resistentes”. 

 

“Enquanto essa alta transmissão não diminuir através de medidas de segurança, você continua apresentando casos. A vacinação ajuda e responde. Você tem o resultado da vacina, mas não tem 100% de vacinados. Você tem que ter acima de 80% de cada faixa etária para ter proteção”. 

 

Fonte: G1 – Mogi das Cruzes e Suzano


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