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Procura por planejamento familiar explica menor registro de nascimentos no MS

Só em outubro, na Capital, mais de 300 mulheres realizaram laqueadura

 

Mato Grosso do Sul apresentou queda de 7% de nascimentos em 2022, se comparado com o ano anterior, de acordo com o portal da Transparência do Registro Civil, organizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN Brasil). A procura por planejamento familiar, pelo menos em Campo Grande, pode explicar esse resultado.

Conforme consta no portal, 2017 registrou mais de 47 mil nascimentos; 2018 e 2019 se manteve acima de 46 mil. Já 2020, caiu para 42 mil, subiu para 43 mil no ano seguinte, mas a queda mais expressiva foi em 2022, com o registro de 40,3 mil nascimentos. Ainda não é possível apontar uma explicação antropológica ou social que esteja levando a diminuição, só que na Capital a busca eficaz pelo planejamento familiar é uma explicação. 

Para o Diário Digital, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) informou que só no mês de outubro foram realizados 373 procedimentos de laqueadura pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É quase dez procedimentos de esterilização para mulheres ao dia. Além disso, nos primeiros seis meses de 2022, foram 1.174 atendimentos de planejamento familiar com métodos de longa duração, ou seja, dispositivo intra uterino (DIU) ou Implanon, foram realizados. 

A Secretaria destaca, ainda, que o serviço de planejamento familiar está disponível nas unidades de saúde e no Centro de Atendimento à Saúde da Mulher (CEAM), onde é feito o acompanhamento com médico especialista, psicólogo e assistente social antes da realização do procedimento. Com isso, os atendimentos realizados não refletem diretamente no número de procedimentos para implantação de métodos contraceptivos de longa duração, uma vez que uma mesma pessoa poderá ser contabilizada mais de uma vez, já que passa por mais de um atendimento.

 

A social media Kethellin Amaral, de 25 anos, mãe de uma menina de 6 anos e outra de 1 ano e 9 meses, tentou a primeira laqueadura em 2018, na primeira filha, mas não conseguiu por causa da idade. Em 2021, após o nascimento da segunda menina, deu entrada no processo, que só conseguiu quando completou os 25 anos.

 

“Minha primeira consulta que é palestra foi em Junho de 2022, após isso passei por uma consulta com o médico onde ele passa os exames pré-operatórios. Após isso é o retorno com médico, com apresentação dos exames e encaminhamento para a cirurgia. A videolaparoscopia foi realizada agora em Dezembro”, relata Kethelin.

 

Com duas gestações complicadas, mesmo com toda a burocracia que existia, ela está aliviada e indica o processo de Planejamento Familiar para outras pessoas. “Para quem tem certeza sobre não ter mais filhos como é o meu caso, foi como um grito de liberdade”, concluiu.

 

A jovem enfrentou a política passada do planejamento, agora é preciso levar em consideração a Lei Federal n° 14.443, de setembro do ano passado, diminuiu de 25 para 21 anos a idade mínima de homens e mulheres para a realização de esterilização voluntária. O texto, aprovado em agosto pelo Senado, também dispensa o aval do cônjuge para o procedimento de laqueadura e vasectomia.

 

Fonte: Diário Digital