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TJ-RN promove 160 casamentos civis em Natal, em comemoração aos seus 125 anos

Dando continuidade as celebrações dos 125 anos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o Núcleo de Ações e Projetos Socioambientais (Naps) realizou nesta terça-feira (4), edição especial do programa Justiça na Praça, com a realização de casamento civil coletivo. Entre casais, testemunhas e convidados, a cerimônia realizada ao lado do TJRN reuniu cerca de 400 pessoas. Ainda na noite de hoje, às 18h, Parnamirim irá receber a edição especial do Justiça na Praça. O casamento coletivo acontecerá no Largo da Cohabinal.

Um total de 160 casais oficializou o casamento civil na cerimônia celebrada pela juíza Fátima Soares. Noivos e noivas inscritos juntos aos 4º e 5º Ofício de Notas e ao Cartório Único de Igapó, se reuniram na praça André de Albuquerque, em Natal, para celebrar as uniões, ao som da Banda da Base Aérea de Natal.

“O TJRN não só está feliz com esse aniversário de 125 anos, mas também quis proporcionar a felicidade, com casamentos que realizamos desde maio, em face do aniversário do tribunal. São quase três mil casamentos que vamos levar a vários municípios esse ano”, disse a desembargadora Zeneide Bezerra, em seu discurso de abertura. “Nós estamos modernizando, inovando, fazendo com que as pessoas nos conheçam, nos vejam nas praças públicas, de modo bastante republicano”, completou a corregedora de Justiça e coordenadora do Naps.

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Expedito Ferreira, disse que o TJRN, ao longo de sua trajetória, resolveu conflitos, conciliou interesses e nos últimos tempos tem unido casais. “Esta celebração é um ato de justiça. E integra as comemorações dos 125 anos do Tribunal de Justiça. Viva a justiça potiguar e os casais que celebram a união matrimonial”, assinalou.

“Vocês devem se orgulhar disso. Este é um ato sublime e especial na vida de cada um. É a consagração que todos nós devemos buscar, que é o amor ao próximo. Quando a gente participa de um ato como esse, renovamos a esperança de acreditar nas nossas escolhas. O matrimônio é o significado simbólico de que o amor supera a intolerância, a violência e o próprio desamor ”, afirmou o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, ao saudar os nubentes.

Casais

Hoje a praça ficou repleta de histórias. “Conheci ele na casa da minha vizinha e depois de duas semanas ele foi morar comigo”, disse a diarista Maria da Paz dos Santos, uma das 160 noivas presentes na cerimônia nesta manhã. “A partir de hoje é dos ‘Santos Araújo'”, comentou antes de sorrir para o noivo Levi Araújo, com quem divide a vida há 30 anos. Pais de dois filhos e avós de um menino, Maria esperou que ele decidisse se casar. “Só tenho a agradecer a ela por conviver comigo diariamente esse tempo todo, na luta, com todas as dificuldades e todo o trabalho”, finalizou Levi.

Outros casais, mesmo não estando juntos há tanto tempo, resolveram oficializar a união. Trabalhando no TJRN há cinco anos, Jaqueline do Nascimento está oficializando sua união de seis meses com José Mario da Silva. “É maravilhoso poder casar em um evento do tribunal, é emocionante”, disse Jaqueline.

Com apenas 23 e 27 anos, respectivamente, Maria Laura e Willame Medeiros, juntos há três anos, acreditam que com a união estável é possível progredir. “A gente está aproveitando tudo, principalmente por que tem um bebezinho a caminho”, disse Willame. “Já vivemos juntos, estamos só oficializando”, completou a noiva.

Saiba mais

Os casamentos comunitários promovidos pelo Tribunal de Justiça, por intermédio do programa Justiça na Praça, são um momento de promoção da cidadania, facilitando o acesso àquelas pessoas que não têm condições de custear o processo de casamento. Enquanto os casais têm que arcar com R$ 243,00 com os trâmites de um casamento em cartório, os casamentos comunitários são gratuitos para aqueles que ganham até dois salários mínimos. Pessoas desempregadas também têm direito à gratuidade.