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TJRN e parceiros realizam casamento comunitário em Ceará Mirim

O Núcleo de Ações e Programas Socioambientais (Naps) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte promoveu na manhã dessa quarta-feira (30) a união de mais 200 casais no município de Ceará Mirim. A ação, realizada no Ginásio do IFRN e que faz parte das iniciativas que formam o programa “Justiça na Praça”, regularizou o estado civil de noivos das mais varias faixas etárias e de profissões diferentes, que foram registrados previamente nos cartórios da Região.

A solenidade coletiva contou com a presença da desembargadora Maria Zeneide Bezerra, dentre outros desembargadores do TJRN, bem como de juízes de várias Comarcas do Estado, como os magistrados Petterson Braga e Cleudson Vale e da juíza Fátima Soares, que foi, mais uma vez, a celebrante do casamento comunitário. O atual prefeito Antônio Peixoto, a Secretária de Assistência Social, Ozenir Fernandes, acompanhada da assistente social Luciana Barros, também compareceram à cerimônia, como parceiros do evento, além de outras autoridades locais.

“É extremamente importante o envolvimento de todos os poderes para ações como essa”, destaca Fátima Soares, pouco antes de iniciar a leitura do texto bíblico, contido no livro de I Coríntios 13, que fala sobre o Amor.

Histórias de vida

Dentre os noivos, estavam o casal Antônio Inácio e Maria do Céu, como os mais idosos a participar da solenidade. Juntos há mais de oito anos, o noivo diz, com bom humor, que não fazia questão do papel. “Ela é quem queria mais isso. Mas, pra mim, já somos casados”, diz o aposentado, de 87 anos.

Algumas filas atrás, estavam oito membros da mesma família, que decidiram casar no mesmo dia, diante da oportunidade do Casamento Coletivo, que oferece o registro gratuito em cartório, desde que o cadastro seja realizado em tempo. “Mas, fui eu quem puxou essa fila de parentes”, disse, também em tom de bom humor, a empregada doméstica Flávia Marisa, que estimulou o irmão Washington Silva a formalizar a união com a namorada de mais de três anos.

Para o servidor do Naps, Rossini Pimentel, responsável pela organização dos casamentos comunitários, a ação do TJRN é extremamente relevante, já que apoia a realização de um sonho, para muitos que não possuem condições financeiras para oficializar o casamento nos cartórios. Segundo o Naps, qualquer casal desempregado ou que ganhe até dois salários mínimos pode fazer parte do casamento comunitário, de forma gratuita.

“Ainda ficou de fora mais de 60 casais que não conseguiram completar a documentação exigida”, comenta Rossini.