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Vice-presidente da Arpen-Brasil participa do Uol Debate sobre novo coronavírus e subnotificação

Nesta quarta-feira (06.05), o vice-presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), Luís Carlos Vendramin Júnior, participou do painel Uol Debate que abordou possíveis soluções para a subnotificação dos casos de contágio e óbito por Covid-19 no Brasil e no mundo.

Também participaram do debate: o epidemiologista da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Lotufo; epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal; o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dalson Figueiredo; e o jornalista Diogo Schelp, que realizou a mediação.

O mediador abriu o encontro questionando os presentes sobre quais são os indícios de que há subnotificação no Brasil. O epidemiologista Paulo Lotufo expôs que, como o vírus causador da Covid-19 é novo, o maior problema é o não reconhecimento das ações dele no organismo dos seres humanos. “As apresentações clínicas que esperávamos eram de uma gripe, e estamos vendo que não é. Falava-se apenas em pessoas de risco, e hoje já temos crianças apresentando sintomas. Não é exatamente uma subnotificação, as mortes estão sendo todas quantificadas. Mas não estamos conseguindo qualificá-las, porque não é uma gripe”, explicou.

De acordo com Pedro Hallal, no Rio Grande do Sul está sendo realizada uma pesquisa para estimar o número dos casos. Na primeira fase, foi estimado que para cada dado oficial existiam de sete a oito casos que não foram notificados. Já na segunda fase do estudo, foi estabelecido que esse total pode chegar a 12 casos desconsiderados pelas estatísticas oficiais. “Existe uma ponta que é visível, em que aparecem os casos mais graves. Porém, todo o restante da população, que tem sintomas menos graves e não são testadas, ficam submersos”, comentou Hallal.

Dalson Figueiredo fez uma comparação com os casos de homicídios e de mortalidade infantil, que são divulgados pelas autoridades competentes. “Por exemplo: no caso de homicídios temos indícios que há subnotificação. Provavelmente, uma taxa de 20% de subnotificação. Mortalidade infantil também são dados subnotificados. Acredito que a mensuração da Covid-19 ainda é subnotificada, inclusive os óbitos”, argumentou o cientista político.

Na sequência, o vice-presidente da Arpen-Brasil destacou o papel que o registrador civil tem durante a pandemia. “O registrador civil está contribuindo para fornecer as informações de forma mais transparente possível para que os especialistas possam fazer análise da epidemia. O registrador civil está empenhando para cadastrar as causas ligadas aos óbitos por Covid-19, por meio do Portal da Transparência, e levar ao poder público e para a imprensa as causas em tempo real dos óbitos”, ressaltou Vendramin.

O mediador Diogo Schelp aproveitou o momento e fez uma pergunta ao vice-presidente da Arpen-Brasil, que foi encaminhada por uma internauta: “Fiquei chocada ao ver que se a confirmação de Covid-19 vier após o atestado de óbito, não entram nas estatísticas. É isso mesmo?”. Segundo Vendramin, é fundamental compreender as metodologias adotadas pelo Portal da Transparência e o da Saúde Nacional, pois são métodos diferentes.

“O registrador civil lavra e faz o registro de óbito conforme o que o médico atestou, no momento do registro – e, muitas vezes, não se sabe naquele momento qual foi a causa morte. Na própria declaração de óbito pode vir a suspeita, ou não vir nada. O exame pode ser feito depois, e essa informação não volta para o cartório”, comentou. O vice-presidente explicou, então, que o cartório do registro civil só faz essa alteração se a família for ao cartório e solicitar a retificação; já as Secretarias da Saúde possuem um trabalho investigativo.

“As Secretarias da Saúde procuram, investigam, são formas diferentes de metodologia. O Portal da Transparência é transparente e contabiliza os registros de óbitos. Mortes além da Covid-19, pessoas que deixam de procurar rede da saúde e morrem em casa, estamos preparando e fazendo estudos, tentando identificar todas as causas de morte e local de falecimento”, acrescentou.

Para encerrar o debate, o mediador pediu para que todos falassem qual a solução do ponto de vista de cada um para acabar com a subnotificação.

De acordo com o cientista político Dalson Figueiredo é preciso manter a testagem e transparência. “Todos os estados têm que fazer como o Rio Grande do Sul, precisam ter uma pesquisa semanal, mensal, para medir a prevalência da doença na população. E transparência, colocar dados públicos em tempo real, para que todos os pesquisadores tenham acesso”, complementou Figueiredo.

Para Pedro Hallal é necessário inteligência epidemológica, que vem dos estudos do Rio Grande do Sul, e também virão dos estudos que começam no país todo, a partir de amanhã. Dessa maneira, para resolver o problema, é preciso possuir estimativas amostrais e ter qual a porcentagem da população infectada.

Com um pensamento diferente, Paulo Lotufo pontuou que os testes são caros, desse modo, a melhor solução é obter, todos os dias, os dados de mortalidade, no geral, em todos os locais, e comparar com os períodos anteriores. Além de cada local ter transparência para mostrar quantas vagas há em unidades de terapia intensiva.

Luís Carlos Vendramin Júnior priorizou a transparência como solução para a subnotificação dos dados de Covid-19 no Brasil. “A nossa solução é a contribuição que temos dado. Os Cartórios de Registro Civil estão se comprometendo em tempo real. A divulgação no Portal da Transparência é em tempo real, e é um aperfeiçoamento diário. Todo o Portal está crescendo e se aperfeiçoando para atender a todos”, finalizou o presidente da Arpen-Brasil.


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