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Jornalista Carlos Alberto Sardenberg debate a importância do dado estatístico do Registro Civil no Conarci 2021

Âncora da CBN e comentarista econômico do Grupo Globo defendeu prestação de serviço em caráter privado como modelo de eficiência para o Governo e sociedade. 

 

São Luís (MA) – “Está provado por vocês (registradores) que o setor privado é muito bom na prestação de serviços, mesmo aqueles que são essenciais”, ressaltou o jornalista Carlos Alberto Sardenberg durante sua apresentação no XXVII Congresso Nacional do Registro Civil (Conarci 2021). O âncora do programa CBN Brasil e comentarista econômico da Rede Globo, Globonews e colunista do jornal O Globo ministrou a palestra “O dado estatístico sob as perspectivas social e mercadológica”, que ocorreu neste sábado (20.11), último dia de evento. 

 

Sardenberg, que esteve acompanhado pelo presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP), abriu sua apresentação traçando um comparativo entre a seleção feminina de vôlei e a estrutura de um Governo. Em seu relato, relembrou uma entrevista com José Roberto Guimarães, técnico do time, em que explicava como aquele grupo passou a vencer. “Os pilares são força física e mental das jogadoras e a estatística”, disse. Nesse paralelo com o país, o físico seria uma economia forte, já o mental refere-se a uma sociedade organizada, com poderes executivos e legislativos a pleno vapor e uma cultura potente. A parte estatística é o mapeamento da população e suas necessidades. 

 

Em sua análise, o jornalista elencou como seria possível ter um país competitivo e eficiente em todos os setores da União. Segundo Sardenberg, o Brasil caminhou para ser hoje um estado grande e ineficiente. Para que isso seja sanado, defendeu que um dos eixos no qual se deve investir é a reforma administrativa, pois o atual modelo de gestão pública faz com que o gasto aumente mesmo não havendo reajuste geral para todos os funcionários, seja por acúmulo de férias vencidas ou promoções, por exemplo. “Assim, se disciplina e organiza as carreiras públicas e se tira do estado funções que não precisam ser do governo”.  

 

Ele usou como exemplo o sucesso das serventias extrajudiciais. “Nos últimos anos, a partir do governo FHC, houve um esforço em modernizar o estado e transferir funções que eram do governo para o setor privado. Os Cartórios de Registro Civil são um exemplo de eficiência. “O ingresso é por concurso, portanto por mérito, mas é privado e presta um serviço público de qualidade”, finalizou. 

 

Luiz Vendramin, presidente da Arpen-SP e vice-presidente da Arpen-Brasil, presidiu o penúltimo painel do evento e destacou a importância do trabalho dos cartórios, principalmente durante a pandemia.  “Nesses quase dois anos o registrador civil não teve seu trabalho suspenso em minuto algum. Fomos responsáveis por lavrar todos os óbitos por Covid-19. Servir a sociedade é uma obrigação nossa”.